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A história do Bolão: um espelho da história tupiniquim no Brasil

  • 22 de abr. de 2025
  • 2 min de leitura

O dia 22 de abril reverencia o que conhecemos ser a data histórica do descobrimento do Brasil, quando o país começou a ser oficialmente colonizado por povos estrangeiros. Descobri recentemente que o esporte como um tudo teve início por aqui, mais precisamente em Recife, quando os brasileiros de então se uniam aos portugueses, para jogar contra os holandeses. O Príncipe de Nassau, aquele mesmo da Companhia das Índias Ocidentais que, entre outras coisas, administrava o nosso Nordeste no Século XVII, também comandava o time holandês de torneios equestres. 

Só depois, lá em 1837, surge um projeto para o ensino de ginástica, natação, equitação e dança para desamparados do Rio de Janeiro, a ser administrado pelas paróquias locais. Competição mesmo só teve início em 1846. O esporte era o Remo, onde duas canoas fizeram uma regata no Estado. 

Apesar do esporte do Bolão já ser conhecido desde o Século III d.C., com muitas variações e como jogo de azar, foi somente em 1265 que começou a ter uma conotação no formato que conhecemos hoje. No entanto, somente em 1768 é que foram conhecidas as primeiras regras e o Bolão começou a se popularizar no continente Europeu, mas ainda considerado como um infame jogo de azar. 

O Bolão se integrou ao esporte brasileiro durante os programas de imigração europeia e rapidamente se difundiu, principalmente, na metade do Sul do Brasil onde os imigrados se instalaram. 

Olhando para o passado, o Bolão, a exemplo de tudo mais que acontece em terras tupiniquins, também contou com períodos de obscuridade e má fama. É bem provável que um dos primeiros defensores do esporte como inserção social no país tenha sido Rui Barbosa. É dele o parecer da Reforma do Ensino de 1882, sobre a importância da educação física e dos esportes na formação dos jovens brasileiros. 

Em 1894 surgiu a semente daquele que até hoje é o esporte do país. Foi neste ano que Charles Müller trouxe em sua mala para o Brasil, duas bolas de futebol e o resto da história já conhecemos. 

Em tempos de Getúlio Vargas (1937), foi criada a Divisão de Educação Física, que era parte do Ministério da Educação e Saúde. Assim também, em 1941, foi criado o CND (Conselho Nacional de Desportos), a fim de orientar, fiscalizar e incentivar a prática de esportes no Brasil, o que nada mais era que uma cópia fiel das corporações italianas. 

525 anos depois, com tantos esforços no sentido de estabelecer regramentos, unicidade e objetivos, parece que o esporte em geral está usufruindo de um contexto um pouco mais civilizado, mas ainda muito longe de uma união de fato. Porém, continuo esperançoso. 

Edição e Redação: Blog O Braço de Ouro

 
 
 

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